Esoctrilihum – Funeral

Esoctrilihum. A one man band de Asthâgul, algures da França, já vai com nove álbuns de estúdio apesar de estar activo apenas desde 2016(!). Já se sentem pouco produtivos? Eu sim. Trata-se de um output não só vistoso mas impressionante visto que tem mantido sempre um grande padrão de qualidade. Este lançamento, apesar de não estar ao abrigo da I, Voidhanger Records (das minhas labels favoritas), como a maior parte dos álbuns anteriores, mas tratando-se de um lançamento independente, não perde nada por isso. São seis músicas, a mais pequena com uns meros 9:49 de duração (num total de 1h17min, alguém é ambicioso), de teor mais melódico que os trabalhos anteriores, mas talvez mais sombrio, com sintetizadores utilizados para bom efeito para criarem uma atmosfera de, bem… funeral! O uso de vocais limpas (salvo erro pela primeira vez na carreira), por vezes confere um ambiente de lamentação que, não se preocupem, não torna o álbum mais acessível (existem ainda grandes momentos repletos de brutalidade), apenas bem agarrado ao seu conceito fúnebre. A experimentação continua com temas a apresentarem um kantele, um instrumento tradicional Finlandês, que mostra a dedicação que Asthâgul tem em incluir sempre algum som novo nos seus álbuns. Muito recomendado e um início colossal para 2023.
Para quem não conhece, pensem em Blut Aus Nord, The Ruins of Beverast e um cheiro a Deathspell Omega. Aqui fica o álbum com ligação ao Bandcamp do artista:


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